Enfim o definitivo   Em 1973, dois anos após a primeira apresentação, a Lamborghini voltava a Genebra para apresentar o modelo final. Pintado na cor vermelha, o terceiro Countach estava pronto para entrar em produção. As modificações deixaram o superesportivo ainda mais imponente e bonito; os novos pneus Michellin XWX mostravam-se mais aderentes, gerando melhores estabilidade e dirigibilidade. Seu desempenho era espantoso: o "novo" V12 era capaz de levar o Countach a impressionantes 316 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5,6 segundos, com o auxílio da redução de 55 kg no peso, que o deixou com 1.065 kg.

O modelo final acabou menos potente, mas também mais leve que o primeiro; acelerava de 0 a 100 em só 5,6 segundos e alcançava 316 km/h

Apesar da euforia causada no estande, as vendas ainda demorariam a iniciar. O atraso para o lançamento deu-se por dois motivos: a crise que colocou a empresa em situação de penúria, levando Ferruccio a vender 51% de sua fábrica em 1972 ao suíço Georges-Henri Rossetti, que passou a tomar as decisões administrativas; e a grande queda de vendas causada pela primeira crise do petróleo, em 1973.

Um ano após a apresentação o LP 400 passava a ser vendido pela bagatela de US$ 72 mil, tendo o primeiro exemplar entregue no dia 11 de abril de 1974 ao canadense Walter Wolf – famoso por instalar nele um grande aerofólio, que seria adotado pela fábrica futuramente. No entanto, Ferruccio não conseguira manter seus 49% da empresa e os vendeu para o empresário René Leimeir, que era amigo pessoal de Rossetti. Assim o construtor de tratores e equipamentos de refrigeração se despedia do mundo dos superesportivos, deixando como herança um dos mais fantásticos carros já construídos.

De qualquer ângulo, o novo Lamborghini era intimidador: linhas fortes, com formas geométricas que se combinavam para um desenho marcante

Mas a Lamborghini não podia parar e o Countach seguiu com sua modesta produção, incomodando seus rivais, que agora eram muitos. A Ferrari tinha lançado havia pouco o 365 GTB/4 Berlinetta Boxer, substituto do "Daytona", que trazia o engenhoso motor de 12 cilindros de cilindros horizontais opostos seis a seis. Já a alemã Porsche tinha posto à venda o potente 911 Turbo, primeiro carro que teve êxito com esse tipo de sobrealimentador.

Outros conterrâneos também rivalizavam com o LP 400, como o Maserati Bora e o DeTomaso Pantera. Com um grande número de concorrentes, um motor de altíssimo consumo em tempos de petróleo caro e um preço estratosférico, o Countach vendeu apenas 150 unidades entre 1974 e 1978, até que houvesse sua primeira reestilização.

O interior do LP 400, embora menos ousado que o do conceito, ainda impressionava: painel completo, console largo com a alavanca de câmbio alta, revestimentos em cores vivas

O LP 400 S   Em 1976 Paolo Stanzani realizava modificações no motor de dois Countaches, que passavam a gerar 400 cv, e adotava os recém-lançados pneus Pirelli P7, em rodas com 8,5 e 12 pol de largura na frente e atrás, nesta ordem. Para que os pneus não ficassem para fora dos pára-lamas foram-lhes instaladas extensões. Um desses carros foi entregue a Walter Wolf, dono de equipe de Fórmula 1 e comprador tão expressivo para a Lamborghini que chegou a cogitar de adquirir toda a fábrica para a salvar da crise. Wolf convenceu a empresa a adotar os novos adereços estéticos nos carros de série, surgindo então o LP 400 S, no Salão de Genebra de 1978. Continua

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