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Enfim o definitivo Em 1973, dois anos após a primeira apresentação, a Lamborghini voltava a Genebra para apresentar o modelo final. Pintado na cor vermelha, o terceiro Countach estava pronto para entrar em produção. As modificações deixaram o superesportivo ainda mais imponente e bonito; os novos pneus Michellin XWX mostravam-se mais aderentes, gerando melhores estabilidade e dirigibilidade. Seu desempenho era espantoso: o "novo" V12 era capaz de levar o Countach a impressionantes 316 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5,6 segundos, com o auxílio da redução de 55 kg no peso, que o deixou com 1.065 kg. |
| O modelo final acabou menos potente, mas também mais leve que o primeiro; acelerava de 0 a 100 em só 5,6 segundos e alcançava 316 km/h |
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Apesar da euforia
causada no estande, as vendas ainda demorariam a iniciar. O atraso
para o lançamento deu-se por dois motivos: a crise que colocou a
empresa em situação de penúria, levando Ferruccio a vender 51% de sua
fábrica em 1972 ao suíço Georges-Henri Rossetti, que passou a tomar as
decisões administrativas; e a grande queda de vendas causada pela
primeira crise do petróleo, em 1973. |
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De qualquer ângulo, o novo Lamborghini era intimidador: linhas fortes, com formas geométricas que se combinavam para um desenho marcante |
Mas a Lamborghini não
podia parar e o Countach seguiu com sua modesta produção, incomodando
seus rivais, que agora eram muitos. A Ferrari tinha lançado havia pouco
o 365 GTB/4 Berlinetta Boxer,
substituto do "Daytona", que trazia o engenhoso motor de 12 cilindros de
cilindros horizontais opostos seis a seis. Já a alemã Porsche tinha
posto à venda o potente 911 Turbo,
primeiro carro que teve êxito com esse tipo de sobrealimentador. |
| O interior do LP 400, embora menos ousado que o do conceito, ainda impressionava: painel completo, console largo com a alavanca de câmbio alta, revestimentos em cores vivas |
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O LP 400 S Em 1976 Paolo Stanzani realizava modificações no motor de dois Countaches, que passavam a gerar 400 cv, e adotava os recém-lançados pneus Pirelli P7, em rodas com 8,5 e 12 pol de largura na frente e atrás, nesta ordem. Para que os pneus não ficassem para fora dos pára-lamas foram-lhes instaladas extensões. Um desses carros foi entregue a Walter Wolf, dono de equipe de Fórmula 1 e comprador tão expressivo para a Lamborghini que chegou a cogitar de adquirir toda a fábrica para a salvar da crise. Wolf convenceu a empresa a adotar os novos adereços estéticos nos carros de série, surgindo então o LP 400 S, no Salão de Genebra de 1978. Continua |
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