O Chimaera mantinha a tradição mecânica dos demais TVRs, como a suspensão independente com braços sobrepostos à frente e atrás. A transmissão era a mesma do Griffith, com embreagem de comando hidráulico, que suavizava o acionamento. Tudo isso era montado sobre o tradicional chassi tubular em forma de espinha dorsal. Em oito anos sofreu uma única e leve reestilização, em 2001, que alterou detalhes sutis da frente e da traseira. No entanto, a oferta de motores foi ampliada. Em 1994 passava a ser oferecido com o V8 de 5,0 litros do Griffith, o que se refletia em 320 cv a 5.500 rpm e um excelente torque de 44,2 m.kgf a 4.000 rpm. Sua máxima era de 265 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos.

Versão cupê do Chimaera, o Cerbera exibia linhas muito elegantes -- parecia um cupê dos anos 50 remoçado -- e extraía 360 cv do novo motor da própria TVR

Esse propulsor trouxe ao Chimaera um ganho de quase 100 cv, o que o tornou mais viril, fazendo com que fosse capaz de enfrentar rivais americanos, como o Chevrolet Camaro Z28, e nipônicos como Toyota Supra e Nissan 300 ZX — sem contar a vantagem de fazer tudo isso a céu aberto. Dois anos depois a empresa lançava a terceira opção de motor, um Rover de 4,5 litros. Com 285 cv a 5.500 rpm, a máxima era de 250 km/h.

Cerbera, sinônimo de GT   Se em 1995 uma pessoa na Inglaterra perguntasse a alguém onde poderia encontrar um autêntico grã-turismo nacional, certamente seria encaminhado até um revendedor Aston Martin. Visto que seu catálogo oferecia apenas dois roadsters, a TVR resolveu construir um cupê que abrigasse conforto, espaço, potência e estilo.  Com desenho baseado no do Chimaera, o Cerbera era sua versão fechada. Apesar de a diferença estética ser apenas o teto rígido, é um dos modelos mais belos que a marca já construiu. Com o teto baixo, que evidenciava sua linha de cintura, parecia ser um cupê da década de 1950 que fora rejuvenescido.

A praticidade dos 2+2 lugares do Cerbera foi mais tarde combinada ao motor Speed Six, de 4,0 litros e 350 cv, o mais famoso da marca

Como todo GT que se preze, era um 2+2. Seu interior era ainda mais luxuoso que o do Chimaera, com couro por todos os cantos. Mas o destaque ficava por conta do painel auxiliar, fixado no volante, atrás do aro. Talvez não fosse tão funcional, mas oferecia um visual sofisticado e futurista. Para acomodar duas crianças lá atrás, o Cerbera cresceu, tendo comprimento de 4,28 metros e entreeixos de 2,56 m, contra 2,28 m do Chimaera. Com esse aumento o tradicional chassi tubular recebeu reforço, para manter uma excelente estabilidade. O formato da capota contribuía para que o Cerbera oferecesse melhor aerodinâmica que a versão aberta.

Com a nova carroceria vinha também um motor desenvolvido pela própria TVR, batizado de Speed Eight. Desenvolvido por Al Meling, o V8 com 75° entre as bancadas dos cilindros (em vez dos 90° do Rover usado até então) e 4,2 litros desenvolvia 360 cv a altas 6.500 rpm e um torque de 44,2 m.kgf a 4.500 giros. Sua velocidade máxima era de 290 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em só 4,2 segundos, desempenho capaz de deixar um Porsche 911 na poeira.
Continua

Em escala

O impressionante Speed 12 foi reproduzido em 1:18 pela Hot Wheels, com bom nível de detalhes, inclusive do motor V12.

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