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Em 1966 (no alto) o motor 409 era descartado, mas ainda havia o 427; o Bel Air 1968 (demais fotos) mostrava poucas mudanças e já havia perdido muito do prestígio

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Os modelos 1971 e 1972: diferentes na grade, iguais nas dimensões ainda maiores e na redução de potência

 
Nas pistas
As competições não eram o ambiente que a Chevrolet tinha em mente para o Bel Air, mas isso não evitou que ele tivesse passagens curiosas pelas pistas. O célebre engenheiro-chefe da GM, Zora Arkus-Duntov, responsável por salvar o Corvette ao acrescentar potência e vigor esportivo a um carro que apenas sugeria isso ao ser lançado, não se conteve e também colocou o Bel Air para correr. Em 1956 ele usou um Sport Sedan daquele ano para a subida de montanha Pikes Peak, onde — literal e simbolicamente — levantou poeira. Na corrida de 12,5 milhas (20 quilômetros), Arkus-Duntov estabeleceu o novo recorde para sedãs de produção ao completar o trajeto em 17 minutos e 24,05 segundos.

No fim de 1962 surgiram os primeiros Chevrolets grandes com o pacote Z11 para provas de arrancada. O Bel Air sedã de duas portas era a base da maioria deles. O pacote era formado por capô e parte interna dos pára-lamas (além das externas nos dianteiros) em alumínio. Assim equipado, o carro pesava 1.510 kg e calcula-se que 100 deles tenham sido produzidos. O Bel Air Z11 de Hayden Profitt venceu a AA/S Stock Eliminator no U.S. Nationals em Indianápolis naquele ano, cravando 12,83 segundos a 71,2 km/h no quarto-de-milha (de 0 a 402 metros). Dizia-se que o Impala SS cupê hardtop com o V8 409 de 409 cv levava 14,9 segundos para cumprir o mesmo trajeto que o Bel Air de duas portas fazia em 12,2 segundos. A Chevrolet faturou 14 vitórias na Nascar em pistas curtas.

A família crescida tinha a frente levemente redesenhada. As lanternas retangulares tiravam de cena os graciosos pares de lentes circulares das duas séries iniciais e o trio que desde cedo identificava o Impala. Talvez a Chevrolet achasse que quatro lanternas de cada lado seriam demais para o Caprice, que por sua vez ofuscava o Impala em seu auge — da mesma forma que este ofuscara o Bel Air em 1958. Poucos departamentos de marketing em Detroit conseguiram destruir reputações mais rápido do que as construíram quanto o da Chevrolet dos anos 50 e 60.

O propulsor de seis cilindros e 230 pol³ não voltou a equipar a linha, papel assumido pelo de 250 pol³ (4,1 litros, o do Opala brasileiro) e 155 cv. Sempre com novidades, o catálogo de V8 era formado pelo 283 de 220 cv, o 327 de 275 cv, o 396 de 325 cv e o 427 com 390 cv ou 425 cv. O clássico 409 era história. O Bel Air tinha um preço atraente para o que ele oferecia — cortesias como luzes no porta-luvas, nas portas dianteiras, no teto e sobre o terceiro banco opcional da perua, que ainda merecia assento acolchoado. A lista de opções era farta.

Os modelos 1967 traziam luzes de direção nas extremidades da dianteira, ladeando os faróis e dando continuidade aos frisos da grade. Era um visual interessante. Além dos mesmos motores básicos, a Chevrolet oferecia os V8 327 de 275 cv, 396 de 325 cv e 427 de 385 cv para o Bel Air e companhia, bem menos opções que no ano anterior. Naquele ano a estrela da Chevrolet era mesmo sua resposta ao estrondoso sucesso do Ford Mustang: o Camaro.

Em 1968 o pára-choque dianteiro do Bel Air e seus irmãos disputava um pouco do espaço das luzes de direção, que ficavam menores. Os limpadores de pára-brisa vinham escondidos e a linha do capô se projetava pelas portas. O pára-choque traseiro elevado embutia as lanternas. O V8 de entrada era o de 307 pol³ (5,0 litros) e 200 cv, seguido pelos 327 (250 e 275 cv), o 396 (325 cv) e o 427 (385 e 425 cv). No ano seguinte o V8 básico trazia um vigor extra com 327 pol³ e 235 cv, além das costumeiras opções, como o V8 350, o 396 de 265 cv, o 350 de 300 cv e o 427 em alternativas de 355, 390 e 425 cv.

Reconhecível pelo pára-choque dianteiro que escalava as extremidades da frente e se unia acima da grade por um grosso friso, o novo desenho para 1969 também suprimia os quebra-ventos e os relevos das laterais e linha da cintura, mas ressaltava os pára-lamas. Na traseira, as lanternas faziam parte do pára-choque. O nome Townsman voltava a identificar a perua de seis ou nove lugares. Já o modelo 1970 tinha dianteira mais tradicional e perdia a versão sedã de duas portas.

O último capítulo   Apesar de relativamente recente, o projeto do Bel Air demonstrava cansaço e, para mantê-lo atraente, uma nova geração foi preparada para 1971. Mesmo com compactos e o novo subcompacto Vega, esse segmento ainda liderava as vendas da Chevrolet. As quatro séries eram mantidas: Biscayne, Bel Air, Impala e Caprice. Entre eles, disparado nas vendas, estava o Impala. As medidas cresceram e a perua adotou entreeixos maior: 3,17 m contra 3,09 m do sedã. A frente estava bem mais projetada e com um ressalto no capô destacando a grade. As luzes de direção também tinham um desenho que avançava para a frente. O sedã ficava bem melhor sem colunas centrais, mas o hardtop era exclusivo de Impala e Caprice.

Para usar gasolina sem chumbo tetraetila, portanto de menor octanagem, o seis-cilindros perdia 10 cv e o mais acessível dos V8 era o 350 de 245 cv. Completando a gama estavam o V8 de 400 pol³ (6,55 litros) e 255 cv, o 402 (6,6 litros) de 300 cv e o enorme 454 (7,45 litros) de 365 cv, oferta bem menor e mais condizente com a proposta de luxo acima de qualquer pretensão esportiva. O Bel Air e, muito mais, o Impala eram perfeitos "boulevard cruisers", como os americanos chamam os carros bons para passear, mas não correr. Continua

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