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O EcoSport adota câmbio automático, apenas com
motor de 2,0 litros, e traz outras alterações em sua linha

Texto: Gino Brasil - Fotos: divulgação
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Só o logotipo na traseira mostra por fora a novidade do EcoSport: um câmbio como o do Focus, que funciona bem e não compromete o desempenho do motor 2,0

Há três anos a Ford foi audaciosa ao lançar o EcoSport, explorando um segmento de mercado ao qual nenhum fabricante nacional havia dado atenção, o de utilitários esporte derivados de plataformas de carros pequenos. O sucesso foi enorme: ele hoje vende uma média mensal de 3.500 unidades, está consolidado no mercado e corre praticamente sozinho na categoria.

Entre as melhorias requisitadas por muitos estava o câmbio automático, que a Ford finalmente apresenta ao mercado nacional. Não é bem uma novidade, pois já estava presente nas versões com motor 1,6-litro destinadas ao México. Mas agora os brasileiros, assim como o restante da América Latina para onde o carro é exportado, passa a contar com essa opção para o motor Duratec de 2,0 litros.

Como era de se esperar, a adoção do novo câmbio demandou algumas alterações técnicas. O motor, que rendia potência de 143 cv e torque máximo de 19,2 m.kgf com caixa manual, sofre uma perda quando aplicado ao câmbio automático, passando para 138 cv e 18,35 m.kgf. A explicação da Ford é que com a nova caixa buscou-se uma curva de torque mais plana, mais uniforme, a exemplo do que ocorre no Focus com os dois câmbios. Só que, na falta de informações mais detalhadas, a impressão é apenas de perda: o automático obtém 86% do torque máximo (ou seja, 15,8 m.kgf) a 1.500 rpm, contra 85% (16,3 m.kgf) do manual. A cobertura do motor passa a ser funcional com a adoção de um ressonador, que diminui a vibração e os ruídos.

O câmbio tem origem Mazda e está inserido na família chamada pela Ford de FN. Possui quatro marchas, sendo que a última pode ser desligada por um botão na manopla do câmbio. O recurso é interessante para evitar trocas sucessivas em subidas de serra e serve para gerar ligeiro freio-motor na cidade.

A Ford alterou alguns pontos de fixação do motor e reviu coxins, reforçando-os para que suportassem o peso extra de 29 kg do câmbio. Esse aumento levou também a uma recalibração de amortecedores, tendo em vista que a distribuição de peso foi alterada (mais à frente). Os freios a disco (apenas dianteiros, pois atrás se usam tambores) aumentaram de 258 mm para 278 mm de diâmetro. A antiga reclamação de freios pouco eficientes do EcoSport, se não sanada, foi ao menos atenuada.

Todas essas alterações resultaram em uma dirigibilidade muito boa para a proposta do carro, que chegou até a surpreender se comparada com o último EcoSport que o Best Cars avaliou, a série Freestyle, há um ano. O carro agora está mais firme e a suspensão funciona bem ao filtrar as imperfeições do asfalto, sem deixar de transmitir ao motorista a informação sobre o piso em que está trafegando. A nova calibração está bem de acordo com o carro. Continua

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Data de publicação: 25/11/06

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