Em março de 1997 chegava o último membro da família, a perua Corsa Wagon, para suceder a Kadett Ipanema (apesar do maior porte desta) e a Chevette Marajó há muito extinta. Com as mesmas versões de acabamento do Sedan, GL e GLS, trazia uma novidade: o motor 1,6 de 16 válvulas e 102 cv para a mais luxuosa, logo disponível também no três-volumes.

Quase um cinco-portas alongado, a perua Corsa Wagon não fez sucesso, talvez pelo modesto espaço interno e de bagagem. Mas inaugurou o motor nacional 1,6 16V de 102 cv

Produzido no Brasil, desenvolvia 6 cv a menos que o do GSi devido a diferenças de calibração, destinadas a deixar o motor mais elástico em razão do maior peso da perua, vazia e com carga (o torque máximo permanecia igual). Uma transmissão automática de quatro marchas e controle eletrônico era oferecida em agosto seguinte para o Sedan GL de oito válvulas, resgatando uma prática já vigente no antigo Chevette (porém com três marchas). Foi durante muito tempo o carro nacional mais acessível com esse recurso e uma boa opção também a portadores de deficiência física.

No final do ano era descontinuado o esportivo GSi, afetado -- como seus concorrentes -- por fatores como seguro e manutenção mais onerosos. Como essa opção do Kadett e do Vectra também já havia desaparecido, a marca ficaria até hoje (até quando?) sem uma legítima versão esportiva, tendo o consumidor de se contentar com os "maquiados" Kadett e Astra Sport. Uma tentativa de substituir esse Corsa seria o Tigra, em 1998 (saiba mais), mas sua importação não durou mais que um ano.

Um ano depois do Sedan Wind 1,0 chegava o
propulsor 16V, de 68 cv, para as versões Super

Mais opções em 1,0 litro   O crescimento dos modelos de 1.000 cm3 no mercado levou a GM a acrescentar esta opção ao Corsa Sedan, em março de 1998. O motor de 60 cv era modesto para seu peso, sobretudo com habitáculo e porta-malas cheios (logo depois a primeira marcha era encurtada, para melhorar as saídas em aclive), mas a vantagem de preço sobre as versões 1,6 logo garantiu a ele uma clientela fiel. Ao contrário do hatch, o Sedan Wind trazia os pára-choques na cor da carroceria. O três-volumes já tinha sua produção dividida entre as fábricas brasileira e argentina desde a inauguração desta, em dezembro de 1997.

Pouco depois a linha ganhava opção de bolsa inflável do lado do motorista e, enfim, um volante mais funcional de três raios. Havia também mudanças na geometria dianteira e na calibragem da suspensão e -- boa alteração -- antena incorporada ao pára-brisa, em vez da de teto, alvo fácil de furtos. O Pickup ganhava 25 kg na capacidade de carga, passando a 600 kg.

A linha 1999: cinco carrocerias e quatro versões de motores, para atender a variadas necessidades. Alterações na suspensão melhoravam o comportamento dinâmico de todos os Corsas

Com o lançamento do motor 1,0 de 16 válvulas da Volkswagen para Gol e Parati, ainda em 1998, a GM não podia esperar muito para responder. Em abril de 1999, seis meses após ser exibido no Salão de Automóvel (saiba mais), apresentava o seu, com injeção seqüencial, sensor de detonação, 68 cv de potência e 9,2 m.kgf de torque.

A novidade era aplicada aos Corsas Super com carroceria hatch, Sedan e também Wagon, permanecendo para os dois primeiros a oferta do motor oito-válvulas em acabamento Wind, mais simples. Amortecedores pressurizados e tanque de combustível em plástico eram adotados em simultâneo, e o Corsa GL hatch dava lugar ao GLS, sempre com cinco portas.

O GLS cinco-portas, lançado meses antes, exibe o pára-choque de estilo mais robusto adotado na linha 2000, a última alteração de estilo que o hatch sofreria até sair de produção

A esse tempo a Opel havia efetuado sutis mudanças estéticas no Corsa europeu, que se esperava ser adotadas aqui. Só que a Chevrolet optou por desenvolver alterações próprias -- algo discutíveis, mas logo incorporadas à paisagem de nossas ruas. A linha Corsa 2000 trazia novo pára-choque dianteiro, com saliências nos extremos e locais previstos para faróis de neblina em todas as versões, e lanternas traseiras com "bolhas" e parte fumê. O Wind trazia pára-choques pintados e instrumentos de fundo branco.

O picape era oferecido também no acabamento mais simples ST. Em julho de 2000 ganhava versão furgão, vendida apenas a frotistas, com capacidade volumétrica de 2.800 litros. Era uma solução grosseira, com um baú de plástico reforçado com fibra-de-vidro produzido e montado por terceiro. Nem comunicação entre compartimento de carga e cabine havia. Dois meses antes fora lançado para o Wind (hatch e Sedan) um motor 1,0-litro a álcool, com 4 cv adicionais (64 cv). Continua

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