A série limitada de 20 anos do Trans Am, em 1989, usava o motor Buick V6 3,8 com turbo e 250 cv: era o mais rápido Firebird produzido em série até então

O 305 com injeção monoponto agora podia ser adquirido com caixa manual. O mirrado motor de quatro cilindros era eliminado, junto com a versão S/E, e a terceira luz de freio vinha incorporada ao aerofólio. No lugar do S/E a Pontiac ressuscitava o nome Formula; o Trans Am ganhava o sufixo GTA. Ficou assim até 1988, quando as novidades se resumiam ao volante, novas rodas de 16 pol para o Formula, sistema de áudio melhorado e mais potência (225 cv) no motor 350. O 305 carburado deixava de ser produzido.

Em 1989 a Pontiac apresentava a edição especial de 20 anos do Trans Am, com um dos mais famosos motores da década de 1980: o Buick V6 3,8 com turbo, dotado de câmbio automático. A potência declarada era de 250 cv, número contestado por especialistas devido ao excelente desempenho: quarto-de-milha em 14,2 segundos. De fato, esse era o Firebird mais rápido até então, supremacia que ele manteria por
mais alguns anos — e foi o único a servir como carro-madrinha sem necessidade de alterações técnicas. O Trans Am GTS podia ser encomendado com uma traseira mais alongada, que formava um meio-volume. Em 1990 saía o V6 turbo e o V6 2,8 passava a 3,1 litros; um ano depois o estilo era retocado e estava de volta uma versão conversível.

Mais arredondado nas formas e com motores V6 e V8, o quarto Firebird já não impressionava: era pesado demais diante dos esportivos japoneses

A quarta geração   Um novo Firebird era introduzido para 1993, em uma última tentativa de revitalizar o carro. Embora  muito superior à terceira, essa geração não foi suficiente para resgatar seu antigo sucesso. Verdade seja dita: ele não representava mais o espírito do Firebird de 1967. O clássico esportivo podia ser potente, mas era muito pesado quando comparado com os modernos carros japoneses de alto desempenho e mantinha o arcaico eixo rígido traseiro. Continua

Os especiais - II
Nos últimos anos de produção, o Firebird Formula deu origem a interessantes versões preparadas pela SLP (Street Legal Performance, desempenho legalizado para rua) Engineering. Denominado Firehawk (águia de fogo), tinha o motor V8 de 5,75 litros e 275 cv modificado para render 300 ou 315 cv, conforme o escapamento, o que baixava a aceleração de 0 a 96 km/h para cinco segundos. Nas fotos, modelos de 1995 (preto) e 2000 (branco).

De acordo com a empresa, em 1994 ele era mais rápido que o Corvette LT1 original, o Ford Mustang Cobra, o Nissan 300ZX Turbo e o Dodge Stealth R/T Turbo, embora só não custasse menos que o Mustang. O aspecto esportivo ganhava rodas de 17 pol com pneus 275/40 na traseira e tomadas de ar no capô e, na suspensão, havia um conjunto de molas e amortecedores mais firmes. O Competition Package ia ainda mais longe: freios Brembo de Ferrari F40, capô de alumínio, estrutura interna de proteção, banco Recaro (apenas para motorista ou ambos).

Menos conhecido, mas também atraente, era o Blackbird (pássaro negro) Trans Am desenvolvido pela Carl Black, de Atlanta (vermelho). Um Trans Am com o motor 350 e câmbio de seis marchas recebia preparação para 380 cv, molas mais baixas, rodas e freios especiais. A empresa anunciava 0 a 96 km/h em 4,4 s e um som de escapamento "impressionante como o dos carros musculosos dos anos 60". Só 50 unidades foram feitas e, apesar do nome, havia opção de cores como branco e vermelho.

FS

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