Potência próxima à do V8 (205 cv) e câmbio automático de cinco marchas deixavam muito atraente o Explorer V6 com motor aprimorado, lançado em 1997

Para-choques eram a mudança mais visível em 1999, mas o ano trazia também novos itens de conveniência, sobretudo para a versão Limited

As formas retilíneas do modelo 2002 encobriam alterações importantes, como a suspensão traseira independente e o controle de estabilidade

A linha recebia em 1997 um V6 de 4,0 litros com comando no cabeçote, 205 cv e 33,2 m.kgf, evolução do "Cologne" de comando no bloco — que se tornava opção de entrada, mas deixava de equipar as versões Limited e Eddie Bauer. Vinha acompanhado de uma caixa automática de cinco marchas com controle eletrônico, a primeira em um modelo norte-americano. Modernizado, o motor trazia outras evoluções como coletor de admissão variável, bielas forjadas e árvore de balanceamento. Já o V8 podia equipar qualquer Explorer de cinco portas, incluindo os de tração integral, que era diferente do sistema por demanda Control Trac. Nessa época também era lançado seu primo mais sofisticado, o Mercury Mountaineer (leia boxe). Desde seu lançamento o Explorer já havia caído nas graças de quase três milhões de compradores. A Ford sabia bem aproveitar o boom que o segmento de utilitários esporte vivia e implementava mudanças todos os anos. Para 1998 as bolsas infláveis passavam a ser de duplo estágio, com velocidade de abertura de acordo com a força do impacto, e o SecuriLock, sistema antifurto com chave codificada, estava presente em todas as unidades.

A versão de três portas, porém, perdia apelo, sendo vendida apenas na configuração Sport. Para o conforto, o Limited recebia comandos de áudio e do ar-condicionado no volante, além de sistema de som Mach com subwoofer. Em 1999 chegavam bolsas infláveis laterais como opcional; outro mimo eram sensores de estacionamento na traseira. Mudavam para-choques, faróis de neblina e os anexos laterais; a versão Limited ganhava novas rodas, luzes de cortesia nos estribos e sob os retrovisores externos e apliques em madeira no interior. O transreceptor universal Homelink, instalado no para-sol do motorista, servia como controle remoto de garagens e gravador de mensagens. Os passageiros do banco traseiro podiam ajustar a ventilação e o áudio e até mesmo escutar, com fones, uma fonte diversa da ouvida na frente. Outra versão, a XLS, estreava com acabamento inferior ao da XLT. Um pacote esportivo, composto de molduras das caixas de rodas, estribos e outros pneus e rodas, era opcional.

Para tentar apaziguar os ânimos dos ambientalistas, que taxaram os utilitários esporte de monstros bebedores de gasolina e poluidores, a Ford apresentava em 1999 o Explorer LEV, sigla para low-emission vehicle ou veículo de baixa emissão. Nessa configuração o carro poluía, de acordo com a marca, 40% menos que carros de passeio daquele ano, uma bênção sabendo que veículos utilitários tinham limites de emissões mais frouxos que os automóveis. Em 2001 a maior mudança foi a adoção do motor V6 de 205 cv como básico em toda a linha, descartando a unidade de 160 cv, ao mesmo tempo em que a caixa manual de cinco marchas saía do catálogo. Para as famílias havia ancoragem no banco traseiro para cadeirinhas de bebês. Já a reforma visual da versão de três portas marcou a última etapa dessa linha.

Independência de linhas   Em 2002 estreava uma geração toda nova do Explorer e de sua versão Mercury. O carro perdia sua ligação estética com o Ranger e se aproximava mais do irmão maior Expedition — eram realmente parecidos. Na frente os faróis estavam semelhantes aos de carros de passeio e a grade agora era mais discreta. O para-choque bem integrado ao desenho trazia entrada de ar e os faróis de neblina. As laterais continuavam lisas e discretas, mas as caixas de rodas e a parte inferior da carroceria recebiam apliques em plástico para um efeito robusto. Na traseira as lanternas continuavam verticais, mas levemente curvadas ao invadir as laterais. Continua

Nas telas
O Explorer é um daqueles carros que o leitor vai ver aos borbotões nas telas, seja em filmes ou seriados. Um de seus maiores destaques foi no longa Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, 1993), onde vários modelos daquele ano serviam como carros de passeio dentro de um parque temático cheio de dinossauros. Em uma das cenas, onde um T-Rex escapa de seu ambiente, um Explorer é totalmente destruído pela fera. Os carros do filme tinham pintura diferenciada, quebra-mato, protetor de faróis e teto com uma grande seção em acrílico para facilitar a visão dos turistas.

Em Deixados para Trás III - Mundo em Guerra (Left Behind: World at War, 2005) um mundo utópico cheio de paz entre os povos torna-se realidade. Mas a alegria dura pouco quando um grupo do mal quer a Terceira Guerra Mundial. Em uma das cenas um Explorer explode violentamente, sendo arremessado do chão. Com Louis Gossett Jr. no elenco. Outro filme que destruiu alguns Fords foi Cassino Royale (Casino Royale, 2006), longa que marcou a estreia de Daniel Craig na pele do agente 007, James Bond. O 21°. filme da série tornou-se o mais lucrativo de todos. Em uma cena típica de destruição automotiva, um caminhão "atropela" alguns Explorers da polícia.

De um filme com Steven Segal podemos esperar pancadaria e destruição. Não é diferente em O Jogador (Pistol Whipped, 2008), onde um Explorer capota violentamente em meio ao trânsito. A história mostra um ex-policial (Steven) viciado na jogatina e que tem uma dívida estratosférica. De repente uma agência secreta do governo paga sua dívida em troca de alguns "servicinhos". Logicamente a vida não é tão simples assim. Outros Explorers podem ser vistos em Pânico 3 (Scream 3, 2000), Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, 2004), Premonições (Premonition, 2007), O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow, 2004) e até na animação Carros (Cars, 2006), onde um Explorer é funcionário de uma emissora de TV. Na TV o utilitário faz figura em seriados como Ghost Whisperer (2005-2010), The 4400 (2004-2007), Gossip Girl (2007-2010), CSI (CSI: Crime Scene Investigation, 2000-2010), Alias (2001-2006), onde explode, e Dead Like Me (2003-2004).
Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros
Cassino Royale Deixados para Trás III
O Jogador Pànico 3
No Brasil
Embora tenha sido importado por empresas independentes já em 1991, pouco depois da abertura do mercado aos carros estrangeiros, o Explorer aportou por aqui de forma oficial em 1993, quando a Ford começou a vender a versão XLT com tração traseira ou 4x4 e cinco portas. Havia escolha entre câmbios manual e automático. A remodelação para 1996 veio rápido, a tempo de enfrentar o lançamento de um similar nacional com motor V6, o Chevrolet Blazer. Outros oponentes eram os mesmos do mercado norte-americano, como o Toyota Hilux SW4, o Nissan Pathfinder e o Mitsubishi Pajero.

O motor V8 de 4,95 litros tornou-se disponível em 1998 e, dois anos depois, passou a ser o único, aplicado à versão Limited com alterações visuais (foto). Com a estreia de nova geração para 2002, a Ford passou a trazer com quase dois anos de atraso apenas a versão XLT com motor V6 de 210 cv e tração integral, mas as vendas foram modestas e a importação foi suspensa após o modelo 2005. Só com o Edge, em 2008, a empresa retomaria o segmento.

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