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O K 70 representava uma revolução tecnológica que levaria a fábrica à modernidade, pois, além do novo motor, tinha tração dianteira, solução que já era sucesso e tinha a preferência de muitos na Europa. O motor de quatro cilindros em linha, em posição longitudinal, deslocava 1.605 cm³ de cilindrada. A potência era de 70 cv a 5.200 rpm, e o torque, de 12,5 m.kgf a 3.500 rpm. Com taxa de compressão de 8:1, era alimentado por um carburador de corpo duplo e trazia o comando de válvulas no cabeçote. |
| Além de motor de 1,6 litro "a água" e tração dianteiros, o K 70 adotava suspensões modernas e pneus radiais: era o VW mais estável fabricado até então |
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A
caixa era manual de quatro marchas e, ao contrário de outros VW, não
tinha opção de automática. O recurso faria falta, pois a marca
visava ao mercado americano. A velocidade final era de 145 km/h e
acelerar de 0 a 100 km/h levava 16 segundos. Para um motor moderno,
não entusiasmava. Em contrapartida, com suspensão independente nas
quatro rodas, molas helicoidais e pneus radiais 155 SR 14, tinha
conforto e era e o Volkswagen mais estável fabricado até então.
Usava freios dianteiros a disco internos, junto ao diferencial, e traseiros a tambor. |
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A versão "S" retomava os quatro faróis circulares do projeto original, tinha faixas pretas nas laterais e rodas de alumínio; o motor passava a 1,8 litro e 100 cv |
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A
mesma frente, mas com pára-choque maior, seria usada na versão
exportada para os Estados Unidos. Ainda trazia belas rodas de
alumínio e pneus na medida 165 SR 14. Com cores vivas, muito usadas
na época, chamava atenção. Podia ser equipado com bancos esportivos
tipo concha, volante com desenho próprio e limpadores de farol, que
tinham movimento sincronizado com os do pára-brisa. O motor da
versão esportiva tinha 1.807 cm³ e taxa de compressão de 9,5:1, para
render 100 cv a 5.300 rpm e 13,7 m.kgf a 4.000 rpm. Com velocidade
final de 165 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 13,5 segundos, era
um dos mais rápidos da categoria. |
| Pouco mais de 200 mil unidades foram vendidas em cinco anos, mas o K 70 abriu caminho para que a VW adotasse novos conceitos de mecânica |
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Pouco depois o executivo foi substituído por Rudolf Leiding, que
havia dirigido a filial brasileira, onde foi o responsável pelos
lançamentos do esportivo SP2 e do
Brasília. Esse homem então
encomendou um estudo à casa italiana ItalDesign, fundada pelo famoso
Giorgetto Giugiaro, para criar um novo carro em tempo recorde e a
baixo custo. Tratava-se do
Passat, baseado no Audi 80. Em suas versões de três e cinco
portas, além da perua, seria o produto de topo da marca VW por
muitos anos. |
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