Foi o mais famoso dos Crestas, um verdadeiro clássico inglês dos anos 50. Desfrutou uma imagem charmosa a seu tempo, sendo dirigido por celebridades — consta que a rainha Elizabeth II teve uma perua para transporte pessoal por muito tempo —, embora não alcançasse a aura das marcas de maior prestígio da época, como a Mercedes-Benz. Seus concorrentes eram carros médios de relativo requinte como o também inglês Ford Corsair, o italiano Fiat 1500, o alemão Ford Taunus, o sueco Volvo Amazon e os franceses Panhard PL17, Simca Aronde, Peugeot 403 e Renault Frégate.

O Cresta PB adotava linhas mais discretas em 1962, com capô baixo e pára-lamas traseiros planos; o motor passava a 2,65 litros e mais tarde a 3,3

Sua evolução, a série PB, estreava em 1962 seguindo o mesmo caminho da indústria americana: a sobriedade tomava o lugar dos exageros de estilo da década anterior. Capô plano e mais baixo, faróis ao lado da grade, pára-lamas traseiros sem aletas e vidros menos envolventes davam um aspecto tradicional ao Cresta. As medidas passavam a 4,61 m de comprimento e 2,73 m de entreeixos.

O motor inicial, de 2.651 cm³ e 96 cv, era uma ampliação do 2,3-litros conhecido, mas em 1964 seria adotado um propulsor maior, também seis-em-linha. Com 3.294 cm³, 124 cv e torque de 24,5 m.kgf, vinha com câmbio de quatro marchas, que podia ter a alavanca no assoalho em vez da coluna de direção. Uma caixa automática de três marchas estava disponível com qualquer dos motores; os freios traziam servo-assistência e discos à frente.

Bem maior e com laterais sinuosas, o modelo PC mantinha a inspiração nos carros americanos; o motor 3,3 de série fornecia 142 cv

A última geração do Cresta, a PC, aparecia em 1965 com maiores comprimento (4,75 m) e largura (1,77 m), sem alterar o entreeixos. Mais uma vez os Estados Unidos ditavam as tendências de estilo para esse britânico: formas retilíneas, pára-choques cromados e volumosos e laterais sinuosas, no padrão "garrafa de Coca-Cola" tão comum nas marcas americanas. A versão De Luxe usava quatro faróis. Direção assistida, pneus mais largos (7,00-14 em vez de 5,90-14) e bancos de couro eram opcionais.

O motor de 3,3 litros, agora com 142 cv e 25,6 m.kgf, tornava-se padrão. O peso chegava a 1.200 kg, e a velocidade máxima, a 175 km/h. Como o sedã médio Victor estava crescendo e ganhando potência, era preciso manter o Cresta em patamar superior para evitar competição interna. A essa época a concorrência também estava renovada, com modelos como Morris Oxford, Ford Zephyr e Taunus 20M, Audi 1700, BMW 1600, Opel Rekord, Fiat 2300 Lusso e Lancia Fulvia.

Ao lado do último Cresta (foto) a Vauxhall ofereceu o modelo de luxo Viscount até 1972

A australiana Holden, também subsidiária da GM, fez na época a série HR com grande semelhança de linhas. Mais tarde as duas marcas estreitariam relações, já que estão entre as poucas unidades da corporação no mundo que fazem carros com volante à direita.

Em paralelo ao PC, a Vauxhall inseria em 1966 o Viscount, uma versão mais requintada com direção assistida, controle elétrico dos vidros, bancos dianteiros com encostos separados e reclináveis, painel revestido em madeira e teto de vinil. O motor 3,3 vinha com câmbio automático Powerglide de três marchas, mas o manual de quatro velocidades estava disponível como opção sem custo. Assim como o próprio Cresta, esse modelo foi produzido até 1972, quando a ampliação do Victor na série FE permitiu que ele substituísse os sedãs maiores.

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