Motor SCE traz vigor e eficiência a Logan e Sandero

Maiores potência e torque com menor consumo para os modelos de 1,6 litro, como o Logan Dynamique (fotos), que recebem motor de origem Nissan

 

O desempenho também está melhor. No Sandero o SCE de 1,0 litro permite acelerar de 0 a 100 km/h em 13,1/13 segundos (1 s a menos que antes) e alcançar a velocidade máxima de 160/163 km/h (eram 160/161 km/h), sempre na ordem gasolina/álcool. No mesmo modelo, o SCE 1,6 leva o 0-100 a 10,3/9,8 s (antes, 11,2/11 s) e a máxima a 182/185 km/h (era de 177/179 km/h na unidade Renault usada até então).

 

O Sandero se mostra lento de início, mas em poucos metros ganha fôlego: não é necessário acelerar tanto para “embalar” no trânsito quanto na versão anterior

 

Apesar dos avanços sob o capô, nada identifica por fora os modelos com motor SCE — não seria o caso de um logotipo? Novidade externa, só mesmo a série limitada Vibe para o Sandero de 1,0 litro, que reedita a oferecida anos atrás, com adereços como rodas de alumínio e retrovisores em cinza, logotipos nos bancos e volante e detalhes em azul-turquesa no painel, portas e bancos (veja no quadro abaixo os equipamentos e preços de cada versão).

 

Ao volante do Sandero SCE

Na apresentação à imprensa em Curitiba, PR, o Best Cars dirigiu o Sandero Authentique 1,0 nas ruas da cidade em percurso de 40 quilômetros. Logo ao girar a chave e acionar o motor de três cilindros o motorista nota que ele vibra: é uma característica normal desses propulsores e, para diminuí-la, as fabricantes trabalham em coxins de fixação e outros periféricos. No caso dos modelos Renault a carroceria não foi projetada para esse tipo de motor, o que pode justificar a dificuldade de minimizar as vibrações. Faltou também melhorar o isolamento acústico.

 

O “aventureiro” Sandero Stepway volta a ter motor de 16 válvulas, como até 2012; mantém acabamento diferenciado e altura de rodagem 40 mm maior

 

E quanto ao desempenho? A avaliação aconteceu com duas pessoas no carro e, ao arrancar em aclive, ele se mostra lento de início, mas em poucos metros o motor ganha fôlego e passa a desenvolver velocidade com mais consistência. Não é necessário acelerar tanto para “embalar” o Sandero no trânsito quanto na versão anterior, que era bastante fraca em respostas em baixa rotação. Atingidos médios regimes, ao redor de 3.000 rpm, o carro desenvolve bem. A rotação calculada à velocidade de 120 km/h em quinta marcha, cerca de 4.100 rpm, poderia ser mais baixa para contribuir com a economia e o conforto acústico em rodovia, mas não foi possível experimentá-lo nessa condição.

 

 

A assistência de direção eletro-hidráulica ficou bem ajustada, mais macia que a antiga hidráulica ao fazer manobras de estacionamento e firme em curvas mais acentuadas. Apesar de a mudança diminuir o peso do motor, não foi necessário recalibrar molas e amortecedores: nesse quesito o Sandero continua o mesmo, com bom acerto para irregularidades, valetas e lombadas e firme o bastante para não surpreender em curvas.

De modo geral, a troca de motor fez bem aos modelos de 1,0 litro da Renault, sobretudo pelo ganho em economia de combustível. A exemplo do que ocorreu com o VW Up, que teve seu três-cilindros antecipado pelo Fox Blue Motion, a unidade destinada ao Kwid brasileiro estreia mais cedo em automóveis maiores e mais pesados, o que deixa expectativa por seu desempenho no novo carro. Aguardamos também a oportunidade de dirigir as versões de 1,6 litro, as que mais evoluíram em tecnologia, potência e torque em busca da tão importante eficiência.

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Embora de famílias diversas, os motores compartilham soluções técnicas pela eficiência; apenas o 1,6 tem parada/partida automática

 

Ficha técnica

Sandero Expression 1,0 Sandero Dynamique 1,6
Motor
Posição transversal
Cilindros 3 em linha 4 em linha
Comando de válvulas duplo no cabeçote
Válvulas por cilindro 4, variação de tempo
Diâmetro e curso 71 x 84,1 mm 78 x 83,6 mm
Cilindrada 999 cm³ 1.597 cm³
Taxa de compressão 12:1 10,7:1
Alimentação injeção multiponto sequencial
Potência máxima (gas./álc.) 79/82 cv a 6.300 rpm 115/118 cv a 5.500 rpm
Torque máximo (gas./álc.) 10,2/10,5 m.kgf a 3.500 rpm 16,0 m.kgf a 4.000 rpm
Transmissão
Tipo de caixa e marchas manual, 5 manual ou manual automatizada, 5
Tração dianteira
Freios
Dianteiros a disco ventilado
Traseiros a tambor
Antitravamento (ABS) sim
Direção
Sistema pinhão e cremalheira
Assistência eletro-hidráulica
Suspensão
Dianteira independente, McPherson, mola helicoidal
Traseira eixo de torção, mola helicoidal
Rodas
Dimensões 15 pol
Pneus 185/65 R 15
Dimensões
Comprimento 4,06 m
Largura 1,733 m
Altura 1,536 m
Entre-eixos 2,59 m
Capacidades e peso
Tanque de combustível 50 l
Compartimento de bagagem 320 l
Peso em ordem de marcha 1.011 kg 1.053 kg
Desempenho e consumo
Velocidade máxima 160/163 km/h 182/185 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 13,1/13,0 s 10,3/9,8 s
Consumo médio cidade/rodovia 14,2/9,5 km/l 12,8/8,6 km/l
Dados do fabricante; consumo pelos padrões do Inmetro

 

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