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Com razoável conforto para quatro adultos, media 4,76 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,35 m de altura e 2,64 m de distância entre eixos; pesava 1.650 kg. Por dentro era muito luxuoso. O couro de alta qualidade estava presente nos bancos e na forração das portas. Na frente os bancos tinham apoio para a cabeça, e atrás, descansa-braço. No console, também forrado com couro, ficavam a alavanca de câmbio com pomo de madeira, bem posicionada, e o rádio/toca-fitas. Atrás do volante, com três raios de metal e aro de madeira, no painel recoberto também em madeira estavam posicionados vários instrumentos, incluindo conta-giros, voltímetro e manômetro de óleo. Controle elétrico dos vidros e ar-condicionado eram equipamentos de série. |
| O Mexico foi o primeiro cupê da Maserati, em produção normal, a usar motor V8, até então limitado ao sedã Quattroporte e à versão especial 5000 GT |
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Por baixo do capô foi colocado um motor V8, configuração até ali
restrita ao sedã Quattroporte e à versão
especial 5000 GT. Com duplo comando de válvulas no cabeçote e
alimentado por quatro carburadores duplos em posição invertida da
marca Weber, tinha cilindrada de 4.709 cm³ e potência máxima de 330 cv
a 5.500 rpm. Sua velocidade máxima era de 254 km/h e fazia de 0 a 100
km/h em 8,5 segundos. A tração era traseira e o câmbio tinha cinco
marchas, mas o modelo podia receber caixa automática Borg-Warner de
três velocidades, para agradar sobretudo aos amantes da marca no
continente americano. |
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No interior, luxo e conforto: painel e volante de madeira, farta aplicação de couro, riqueza de instrumentos, ar-condicionado de série |
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A
suspensão dianteira era independente, com molas helicoidais, e a
traseira tinha eixo rígido e feixe de molas semi-elíticas. Muito
estável, o esportivo tinha pneus 205-15 em belas rodas raiadas de cubo
rápido ou em rodas de alumínio, também com um bonito desenho. Era o
primeiro Maserati equipado com freios a disco ventilados e
servoassistidos nas quatro rodas. Enfrentava bem seus concorrentes
esportivos: os compatriotas
Lamborghini 350 GT e Ferrari 330 G, o alemão
Mercedes-Benz 280 SL e os
ingleses Jaguar E-Type,
Jensen Interceptor e
Aston Martin DB6 — apesar deste
custar quase duas vezes seu preço. |
| Um Mexico de seis cilindros: o projeto do estúdio Frua em 1965, com motor de 3,7 litros do Mistral |
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O Mexico foi produzido até 1973, em pequena quantidade: 305 modelos com o motor V8 de 4,1 litros e 175 com o de 4,7 litros. Nesses sete anos de produção sofreu pouquíssimas alterações: apenas maçanetas externas, bancos, instrumentos e a adoção de ignição eletrônica em 1970. Em 1968 os acordos com a Citroën francesa começaram a ser firmados e a produção de futuros modelos estavam em pauta. Indy, Bora, Merak e Khamsin, bem mais modernos, vinham renovar a gama Maserati. |
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