Com razoável conforto para quatro adultos, media 4,76 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,35 m de altura e 2,64 m de distância entre eixos; pesava 1.650 kg. Por dentro era muito luxuoso. O couro de alta qualidade estava presente nos bancos e na forração das portas. Na frente os bancos tinham apoio para a cabeça, e atrás, descansa-braço. No console, também forrado com couro, ficavam a alavanca de câmbio com pomo de madeira, bem posicionada, e o rádio/toca-fitas. Atrás do volante, com três raios de metal e aro de madeira, no painel recoberto também em madeira estavam posicionados vários instrumentos, incluindo conta-giros, voltímetro e manômetro de óleo. Controle elétrico dos vidros e ar-condicionado eram equipamentos de série.

O Mexico foi o primeiro cupê da Maserati, em produção normal, a usar motor V8, até então limitado ao sedã Quattroporte e à versão especial 5000 GT

Por baixo do capô foi colocado um motor V8, configuração até ali restrita ao sedã Quattroporte e à versão especial 5000 GT. Com duplo comando de válvulas no cabeçote e alimentado por quatro carburadores duplos em posição invertida da marca Weber, tinha cilindrada de 4.709 cm³ e potência máxima de 330 cv a 5.500 rpm. Sua velocidade máxima era de 254 km/h e fazia de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos. A tração era traseira e o câmbio tinha cinco marchas, mas o modelo podia receber caixa automática Borg-Warner de três velocidades, para agradar sobretudo aos amantes da marca no continente americano.

Em 1969 surgia uma opção com cilindrada mais baixa. A versão tinha 4.136 cm³ (com menor diâmetro de cilindros, 88 em vez de 93 mm, e o mesmo curso de 85 mm), potência de 260 cv a 5.000 rpm e torque máximo de 38 m.kgf a 3.800 rpm. Esse motor — o mesmo que havia equipado a primeira série do Quattroporte — resultava em velocidade final de 240 km/h, ainda muito boa para a época.

No interior, luxo e conforto: painel e volante de madeira, farta aplicação de couro, riqueza de instrumentos, ar-condicionado de série

A suspensão dianteira era independente, com molas helicoidais, e a traseira tinha eixo rígido e feixe de molas semi-elíticas. Muito estável, o esportivo tinha pneus 205-15 em belas rodas raiadas de cubo rápido ou em rodas de alumínio, também com um bonito desenho. Era o primeiro Maserati equipado com freios a disco ventilados e servoassistidos nas quatro rodas. Enfrentava bem seus concorrentes esportivos: os compatriotas Lamborghini 350 GT e Ferrari 330 G, o alemão Mercedes-Benz 280 SL e os ingleses Jaguar E-Type, Jensen Interceptor e Aston Martin DB6 — apesar deste custar quase duas vezes seu preço.

Embora todo Mexico de produção normal tenha sido equipado com motores V8, houve um Maserati especial com o mesmo nome, elaborado pelo estúdio italiano Frua, com um seis-cilindros. Encomendado ainda em 1965 por uma concessionária Maserati na Alemanha, a Auto Koning, o carro era um cupê de quatro lugares com certa semelhança de estilo ao Mistral e o chassi tubular do 3500 GT, com 2,60 metros entre eixos. O motor de 3,7 litros com injeção mecânica era também o mesmo do Mistral, e o painel, igual ao do Quattroporte.

Um Mexico de seis cilindros: o projeto do estúdio Frua em 1965, com motor de 3,7 litros do Mistral

O Mexico foi produzido até 1973, em pequena quantidade: 305 modelos com o motor V8 de 4,1 litros e 175 com o de 4,7 litros. Nesses sete anos de produção sofreu pouquíssimas alterações: apenas maçanetas externas, bancos, instrumentos e a adoção de ignição eletrônica em 1970. Em 1968 os acordos com a Citroën francesa começaram a ser firmados e a produção de futuros modelos estavam em pauta. Indy, Bora, Merak e Khamsin, bem mais modernos, vinham renovar a gama Maserati.

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